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24 de junho de 2010

Sobre gols e futebol

Quero começar este post dizendo que definitivamente não sou fã de futebol, embora tenha tentado. Sabem como é, né? Mãe de menino acaba criando novos interesses, que passam a quilômetros do meu universo cor-de-rosa de Barbies, canetinhas perfumadas, bloquinhos da Pucca e fivelinhas coloridas. É que me esqueci de crescer neste quesito; mesmo quando eu era chique (fui até secretária de um famoso ex-Ministro), não deixava de usar um meigo carimbinho da Hello Kit após a minha rubrica.
Agora sei tudo sobre Pokemóns, Ben 10, DS, Bagukan (sem contar os Evoluídos), conheço uma meia dúzia de nomes de jogadores daqui e de fora e Manchester United faz sentido para mim.
Mesmo assim, consigo dormir nos jogos da Copa e os do Brasil não foram exceção...
Meu filho resmunga: "mamãe, você só dorme" e eu justifico: "é que estou fabricando um bebê" e assunto encerrado!
Dias atrás Marido perguntou se eu não iria escrever sobre a Copa. Eu preferia ter escrito sobre o Dia dos Namorados, mas no meio desta minha sonolência e enjôos de grávida, não saiu nem um nem outro.
Aliás tem gente que ainda não acreditou, mas é verdade!!!! Sim, estamos todos grávidos aqui em casa!!! 
Só que as minhas sonecas nos jogos e total falta de patriotismo futebolístico já vem de longe. Sou famosa por dormir fora de hora, na cara das visitas, dentro do carro. É mais forte do que eu.
Em 98 virei motivo de risos na empresa, quando numa feijoada organizada pelo departamento para os jogos da Copa, dormi a ponto de cair com a cara na mesa, durante um jogo do Brasil.
Felizmente acordo na hora dos gols, contagiada pela alegria do filhão e o grito ensurdecedor das vuvuzelas, que parecem ter aposentado os fogos de artifício.
É, nem tudo é perfeito (e eu nem tinha contado que eu também sou fã da Lady Kate!!).

8 de abril de 2010

Um chá de delicadeza

Eu adoro escrever de sexta-feira, mas amanhã será um dia daqueles!
Após 4 comprimidos de laxante, cá estou esperando o efeito bombástico, vislumbrando uma noite de rainha: sentada no trono!
É que amanhã farei um procedimento chatinho lá no Canal da Mancha, para verificar se os pólipos que retirei do intestino cerca de 1 ano e meio atrás voltaram ou não.
Mas estou tranquila, desta vez não tenho sintomas e nem tomo mais o coquetel de remédios que quase acabaram comigo. Poucos sabem, nunca fiz um auê disso, mas o meu lúpus está dormindo faz tempo, que por vezes chego a achar que tive um erro de diagnóstico. Hoje minha doença está só no papel, nos resultados dos exames que, com disciplina e paciência repito periodicamente.
Quando fiquei doente e achei que fosse morrer que nem um perú de Natal, de véspera, antes da hora (se é que alguém nesse mundo sabe quando é a nossa hora), ouvi de uma médica, que só faltou me enterrar viva, que era para eu ir me acostumando, que era daí prá pior...Acho que ela faltou na aula onde ensinavam dar notícias ruins aos pacientes!
E naquele momento de choque, ela me disse que doenças autoimunes eram próprias das pessoas estressadas, somadas a sorte de uma predisposição genética.
Chorei dias e dias e noites também, olhando pro meu mundinho tão cor-de-rosa, tão lindo, tão perfeitinho, meu marido, minha casa, meu nenê, meus bibelôs...
E os meus sonhos, o que eu faria com eles? Será que eu teria tempo de vivê-los? E assim foram dias, acho que meses, de medo e lágrimas.
Até que conheci um médico, um bam-bam-bam da Reumatologia, que me cobrou o olho da cara para me dizer que eu não ia morrer disso, mas sim com isso e que ser avó ou quem sabe bisavó dependeria das minhas atitudes dali prá frente, para não deixar que as doenças oportunistas se aproveitassem da minha fragilidade imunológica. Bingo!!
E então nesse dia resolvi, meio como no livro "O Segredo", traçar um projeto para que, a curto e médio prazo, eu pudesse dar uma guinada no meu estilo de vida, a começar profissionalmente.
Quem me conhece sabe, nunca fui triste ou infeliz, mas sempre fui estressada. Pois é meus amigos, esta fofa que vos escreve nem sempre foi essa flor de formosura que eu julgo ser.
E foi assim que larguei um empregão, com tudo que eu tinha direito, para me dedicar a um sonho antigo: estudar sobre o mundo paralelo, espiritual, as energias, o invisível e depois trabalhar com isso, ajudando as pessoas a viverem melhor.
E hoje eu falo de tudo isso na maior tranquilidade, porque realmente o Universo conspirou ao meu favor. Atraímos aquilo que projetamos para nós, sejam coisas boas ou mesmo ruins. Precisamos saber em que onda energética estamos nos ligando (mas isso é assunto pro meu blog de Feng Shui, né?).
Por isso eu quis escrever sobre isso, agora que este assunto já está totalmente resolvido para mim. Nós criamos as nossas doenças, as nossas dores de cabeça. 
Paciência, tolerância, não querer agarrar o mundo com os nossos dois bracinhos são as melhores aspirinas para o nosso dia-a-dia.
É claro que eu ainda tenho os meus dias de fúria, mas daí olho pra esse mundão verde que vejo da minha janela, pros meus queridos aqui de casa, pro Fredinho (tava demorando eu falar dele), vou até a cozinha, preparo um "chá de delicadeza", capim-cidreira funciona muito bem, pego a caneca quentinha, com fumacinha e tudo o mais e vou prá varanda, encontrar com Deus no meu quintal.

19 de março de 2010

Cocô no pé dos outros é refresco (uma pequena variação daquele conhecido ditado)

Quando se mora num lugar como o que eu moro, as mudanças de estação são bem visíveis. Estava aqui sentada lendo meus e-mails e olhando o Sol bater diretamente na tela, coisa que até um mês atrás não acontecia...Os raios de Sol invadem minhas janelas por novos ângulos e de repente aquela planta que não recebia luz nunca está tomando seu solzinho matinal.
E não é só isso: às vésperas do Outono as folhas caem e aqui, rodeada de árvores, muito mais. Elas caem, caem, caem e entopem meus ralos, minha calha e realmente não há nada de poético nisso. Bom para o jardineiro, cujas visitas são esperadas ansiosamente (oba, ele vem hoje!), embora no dia seguinte a grama já esteja coberta novamente.
Então o Fredy, que também tem suas manias, depois de três ou quatro dias já não faz mais o seu cocôzinho na grama, pois ele não suporta colocar suas patinhas nas folhas melecadas de orvalho e então transfere seu pipi room para a calçada em frente aos quartos.
Bem, eu não podia esperar outra coisa dele. Se eu sou cheia de manias e os cachorros são a cara do dono, logo temos que o Fredy é uma Patricia de patas!. Acho que ele também tem mania de limpeza!
E por falar em cocô de cachorro, dias atrás, na mesma semana pisei neles três vezes. O que pisei aqui em casa nem liguei, não riam, mas é porque tenho o meu chinelo de recolher cocô!! Quem conhece minha casa sabe, preciso subir e descer um penhasco a caça dos montes espalhados. E olha que faço isso todos os dias.
Como sabem o cocô do cachorro é proporcional ao seu tamanho (isto não vale para nós humanos, tem dias que me surpreendo com os jacarés que meu filhinho solta no vaso, parece coisa de gente grande!) e é claro que um Boxer produz um montinho no mínimo cinco vezes maior do que um Maltês, que dá para recolher com um guardanapo.
Então é 1 kg certo todos os dias aqui no meu quintal e é comum eu pisar em alguma bomba deste campo minado. É por isso que arrumei um chinelo para esta árdua tarefa, que faço sem reclamar por amor ao Fredy e higiene mesmo, que mosca de cocô sentando na gente é nojento.
Até aí tudo bem, já tenho uma natureza ecológica desenvolvida para isso, mas cocô de cachorro alheio é que nem cocô do filho dos outros, a gente torce o nariz e não dá, né? E o pior é que, as duas vezes na mesma semana, foi na calçada em frente ao colégio do meu filho.
É uma correria todos os dias na hora da saída da escola. Aqui tudo é cronometrado, é por isso que tenho relógios espalhados por vários cantos da casa. Até na lavanderia tenho um relógio de parede.
Tenho hora e minuto certo para descer a rampa de casa, pois cinco minutos na estrada fazem diferença no trânsito que pego no bairro. E não é só chegar na hora, não. Tenho que disputar a tapa (ou buzina) uma vaga para estacionar com as outras mães, se quiser parar perto do portão de saída. Trata-se de uma ruazinha estreita e todas nós pensamos igual: vou chegar 10 minutinhos mais cedo para pegar uma boa vaga.
Após visualizar a tal vaga, geralmente sem muita escolha, ainda tenho que fazer uma baliza digna de exame de auto-escola e enfiar o carro naquele buraco de primeira, porque já tem carro atrás buzinando e os "tios" das peruas escolares rindo...
Daí eu desço apressada, pois tenho que entrar no colégio e buscá-lo dentro da classe, então subo a ladeira sem olhar para o chão e pronto, afundo o pé na lama.
Quem foi que inventou que pisar em cocô de cachorro dá sorte? Pois nas duas vezes me falaram isso e até agora eu não ganhei na loteria. 
Mas esta semana eu encontrei uma dona passeando com seu cãozinho sem saquinho para recolher o serviço e não tive dúvidas, perguntei se ela não tinha vergonha de ficar "encocozando" a calçada alheia. E sabe o que é pior, a calçada nem é tão alheia assim, pois descobri que ela mora poucos metros abaixo, ali, no mesmo quarteirão.
Só me resta torcer para que ela também enfie o pé na jaca e veja como fede!!! 
Viu? Eu preciso mesmo ir na igreja com mais frequência, para purificar meu coração e não desejar cocô no pé do próximo.  
E acho que vou mudar o nome do meu blog para "Idéias e Patricices e Fredices", pois como percebem, eu faço variações sobre o mesmo tema: a vizinha, o jardineiro, a minha família, o cotidiano, o tempo e é claro, o Fredy!

6 de janeiro de 2010

Considerações de Ano Novo

Ano novo, vida nova! Pelo menos deveria ser assim e sei que é para muitos de nós.
Naquele brinde com champagne renovamos nossos votos de amor, promessas, redução de peso, mais tolerância, menos estresse. Tudo bonito, como se a virada do ano fosse um grande passe de mágica coletivo.
Então vem o dia seguinte e ao ligarmos a televisão, nem tudo são fogos.
Há muito tempo parei de escutar o noticiário pelo rádio, coisa que antes, se ficasse sem, me sentia um E.T. Pegava todo o engarrafamento da manhã e noite me envenenando aos poucos, pois infelizmente o que escutava era uma seleção de desgraças. Para completar, fechava o dia com jornal na TV e ia dormir pesada, contaminada pela desgraça alheia.
Até que um dia dei um basta e mudei de estação.
Mesmo hoje, com outros rumos profissionais, onde nem sempre "estaciono" meu carro no congestionamento, me recuso a tomar estas pílulas diárias que só fazem azedar o dia. Às vezes nem percebemos que acordamos bem e em pouco tempo baixa uma deprê.
O nosso elenco de notícias é digno de filme trash ou de terror: desabamento, deslizamento, alagamento, roubalheira, sem vergonhice nos Três Poderes e por aí vai.
O fato é que é impossível ficar alheia a notícia do momento: a tristeza da virada em Angra.
E a mídia, é claro, nos martela insistentemente a dor e a desgraça do ocorrido e a gente vai mudando de canal procurando alguma outra informação, numa variação sobre o mesmo tema.
Hoje de manhã, no rádio do carro, ouvi um comentário "do mal", na mesma estação que ontem exibia trechos comoventes da entrevista como os donos da pousada atingida, que mais que a perda financeira, perderam algo inestimável e irrecuperável: a filha.
Esta mesma rádio, que ontem afagava, noticiava que a pousada em questão não tinha licença ambiental para funcionar, fato que a prefeitura local iria averiguar para tomar as providências.
Na sequência, foram atrás da entidade reguladora da questão e concluíram a matéria com a informação de que esta licença em nada impediria a fúria da natureza que ali se apresentou, porém dando então um outro tom à notícia, como se quisessem agora transformá-los em réus...
Cheguei a conclusão que é mesmo da natureza humana querer achar um culpado para tudo e inicia-se uma nova etapa: vamos malhar o Judas!
Acho que para 2010 quero copiar um pouco o estilo da minha secretária aqui de casa: das notícias quero saber apenas as manchetes e preencher o pensamento com músicas tolas, que não te fazem pensar, mas que inevitavelmente te fazem mexer as cadeiras. Acho que vou comprar o CD do Calcinha Preta, parar de assinar a Veja e ler mais Contigo!


13 de novembro de 2009

Sobre mim e poesia

Conheci poesia na escola, embora minha casa fosse recheada de livros, cultura saindo pelo ladrão...Mamãe pedagoga, papai psicanalista, uma loucura! Eu nasci normal, embora mamãe tenha dito que foi fórceps...E o Freud morava lá em casa...
Cresci enfiada nos livros e olha que eu nem era feia, muito estudo, muita informação. E eu achava bonito colecionar papel de carta perfumado e fazer livro de poesias, minhas e dos outros. Sempre gostei das poetisas, acho que as mulheres conseguem confeitar mais as palavras, pôr doce no amargo.
Acho que é por isso que gosto da Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, nascida na Cidade de Goiás em 20 de agosto de 1889 e falecida em Goiânia em 10 de abril de 1985. Cora foi quituteira, mãe, escritora e poetisa.
Leio este poema e penso em mim, que faz um bolo quando está feliz, que faz um bolo quando está triste, que joga suas dores na panela e mexe, mexe, e faz um caldo gostoso, que gosta de transformar o ruim, o mais ou menos em assados e que quando fica pronto já virou a página, servindo tudo com café prá ficar mais poético.
Por isso, pego emprestado um poema da Cora e apresento a vocês:

Todas as vidas (Cora Coralina)
(extraído do livro Poemas dos becos de Goiás e estórias mais - Global Editora - 1983 - S.Paulo, Brasil)

Vive dentro de mim
uma cabocla velha
de mau-olhado,
acocorada ao pé do borralho,
olhando pra o fogo.
Benze quebranto.
Bota feitiço...
Ogum. Orixá.
Macumba, terreiro.
Ogã, pai-de-santo...
Vive dentro de mim
a lavadeira do Rio Vermelho,
Seu cheiro gostoso
d’água e sabão.
Rodilha de pano.
Trouxa de roupa,
pedra de anil.
Sua coroa verde de são-caetano.
Vive dentro de mim
a mulher cozinheira.
Pimenta e cebola.
Quitute bem feito.
Panela de barro.
Taipa de lenha.
Cozinha antiga
toda pretinha.
Bem cacheada de picumã.
Pedra pontuda.
Cumbuco de coco.
Pisando alho-sal.
Vive dentro de mim
a mulher do povo.
Bem proletária.
Bem linguaruda,
desabusada, sem preconceitos,
de casca-grossa,
de chinelinha,
e filharada.
Vive dentro de mim
a mulher roceira.
– Enxerto da terra,
meio casmurra.
Trabalhadeira.
Madrugadeira.
Analfabeta.
De pé no chão.
Bem parideira.
Bem criadeira.
Seus doze filhos.
Seus vinte netos.
Vive dentro de mim
a mulher da vida.
Minha irmãzinha...
tão desprezada,
tão murmurada...
Fingindo alegre seu triste fado.
Todas as vidas dentro de mim:
Na minha vida –
a vida mera das obscuras.

7 de novembro de 2009

Você faz xixi no banho?

Numa época em que o bonito é ser politicamente correto, ambientalista, natureba e ter cara de pepino, colocar-se contra alguma atitude desta natureza causa um impacto muito maior que o ambiental: "o quê, você NÃO faz xixi no banho??????????????????????" (cara de espanto ou de pepino se preferir).
Pois é, gente, confesso que, apesar de toda a minha consciência ecológica, ando com vontade de esganar o criador do slogan "você faz xixi no banho?"...
Não, porque é muito bonitinho na televisão, naquela propaganda onde baixinhos e grandinhos fazem um xixizinho no box, mas convenhamos, e o xibó que fica impregnado no banheiro, após este ato tão fofo e amigo da natureza, hein? Ou seu xixi cheira a rosas?
Experimente fazer um xixizão concentrado no banho, daqueles de um dia inteiro, que não desce todo ralo abaixo não (esqueceu que tem aquela aguinha parada no fundo do ralo?), fechar a porta do banheiro e num dia de calorzão como hoje, voltar lá 1 hora depois...É cheiro de wc de rodoviária minha gente, concentrado, pode até ter evaporado, mas o odor não, disputando espaço com os sabonetinhos cheirosos e sais de banho que tenho por lá. Deus do céu!
Meu filho, que está sendo ecologicamente educado, tá todo engajado, repetindo que 1 descarga a menos por dia gera economia de 12 litros de água. Ainda mais para nós aqui onde moramos, onde a água é preciosidade e usamos fossa séptica!
Tô achando mais fácil marcarmos horário para um xixi coletivo em família e depois mandar tudo por água abaixo numa única apertada de descarga.
Porque se continuar assim, teremos uma economia de água e um gasto excessivo de desinfetante cheiroso para perfumar o box, que se bobear vai agredir muito mais a natureza, pois nem sempre compramos produtos biodegradáveis, outro deslize meu.
É melhor então ensinar meu filho a fazer xixi na grama, lá no banheiro do Fredy...
Eu sei que ainda tenho muito que evoluir neste quesito e outros tantos que acho que nem umas 5 encarnações vão resolver meu caso, mas cada um com sua consciência.

Para os meus amigos leitores mais evoluídos do que eu, mais informações no http://www.xixinobanho.org.br/

PS - quando acabei de escrever este texto, recebi um e-mail de um amigo com uma triste realidade: coalas morrendo de sede na Austrália devido ao calor excessivo, mais uma consequência do aquecimento global. Fiquei mal...A natureza pede socorro!

Por isso vou lançar agora uma campanha: "vamos fazer mais xixi no escritório"...ha ha ha...


4 de novembro de 2009

A que ponto chegamos!

Tem certas coisas que vão nos irritando e um belo dia tomam proporções gigantescas, que só esganando alguém prá se sentir um pinguinho aliviado...
Sabe as centrais de telemarketing, aquelas que te ligam desmedidamente, insistentemente, até você, do outro lado da linha mandar a infeliz da atendente para aquele lugar?
Pois estou passando por um caso assim, e o pior, tenho que provar que sou a vítima!!!!!!!!!!!
Desde abril recebo todos os dias às 08h05 da manhã uma ligação da Aymoré, procurando um tal Sr. Júlio César, que no mínimo deu um calote nesta empresa. E a meio ano tento explicar que esta criatura não mora aqui, nunca morou (o endereço também confere) e peço que retirem o meu telefone da lista deles. Em vão!
E assim, dia após dia, atendente após atendente, rezo a mesma missa e escuto a mesma coisa:
- " não desistimos porque um dia ele atende..."
- " senhora, não posso fazer nada, é o sistema que faz a ligação..."
- " senhora, a senhora não me xingue, que eu estou fazendo o meu trabalho..." - o de me atormentar, é claro, sem direito a reclamação!
- " senhora, não sei informar como tirar o seu telefone do cadastro, só o Sr. Júlio César poderá fazer isso..." - isso se ele pagar a conta!
E o absurdo dos absurdos foi eu ter instalado um identificador de chamadas, só para não atender o número deles, com uma despesa a mais na minha conta de telefone.
Pra quem reclamar???? Já usei os canais de comunicação, falei na Ouvidoria, mas de que resolve, até agora ninguém me ouviu!
A que ponto chegamos! Ter que provar que o caloteiro não mora na minha casa, não é dele esta linha telefônica, ter que implorar para que parem de me perturbar!!!!!
Reclamar prá quem? Reclamar prá quê? Problemas do mundo moderno? Foi como o caso da lava-louça, que eu "agredi" e não que veio com um probleminha de fábrica...
E o meu processo contra uma loja que não me socorreu, após uma cadeira despencar do alto de uma prateleira na minha cabeça, rachar meu côco, sangue pra todo lado...sabe o que o Gerente fez? Nada!
Ao invés de chamar uma ambulância, ele foi ao banheiro buscar papel toalha para cobrir o sangue que escorria no chão, para não assustar os outros clientes!! Levei 5 pontos e fiquei parecendo um padre franciscano, pois rasparam o topinho da minha cabeça no melhor estilo tigelinha para poderem costurar. 
E assim, dia após dia vamos perdendo a fé nas instituições, pois é mais fácil eles empurrarem guela abaixo que eles estão trabalhando e a gente tá tentando impedir, do que a sociedade ser revista, ensinar boa conduta desde a escolinha maternal, assim quem sabe, haveriam menos caloteiros, pessoas usando endereço e números de telefones falsos, menos empresas se achando no direito de ferir o direito do próximo de não querer ser incomodado, gente mais honesta, sociedade mais justa.
Pronto, falei!
E mudando de pato prá marreco, ou melhor prá porco-espinho, recebi um e-mail de uma amigona com fotos fofas de bebês desta espécie...Vejam que graçinha, dá até vontade de apertar, opss!


O que se atracou com o atacou o Fredy já era adulto, muito maior e bem feinho.
Ele já está ótimo, tanto que hoje roeu o bambu que cerca a minha roseira. Bem, isso é sinal que tudo já voltou ao normal...




(foto: internet)

30 de outubro de 2009

Fredy versus porco-espinho

Meus dias tem sido bem agitados ultimamente, e as noites também!! Por isso não estranhem que estou a essa hora escrevendo (00:55) ao invés de estar no 10o. sono, mas é a maneira que encontrei de passar o tempo enquanto espero o Fredy voltar do pronto-socorro veterinário.
Acho que também estou com sentimento de culpa, porque mais cedo briguei com ele, o chamei de "feio,feio, menino feio", disse "mamãe tá muito brava" e nem o deixei chegar perto de mim depois da sessão de chilique que tive. O motivo: destruiu, de novo, uma linda Dracena que o jardineiro me deu de presente na semana passada (ele agora quer me reconquistar depois dos últimos fatos) e que plantei na subida da rampa.
É que o Fredy, um boxer totalmente humanizado, se vinga das minhas plantas quando percebe que dou um pouco mais de atenção ao jardim do que a ele. Ele também é taurino, e vocês sabem, né, quer ser o centro das atenções (ou do Universo??).
E foi graças ao meu ritual de cremes e pinça de sombrancelha antes de deitar, que escutei uns gemidinhos doídos debaixo do vitrô do meu banheiro. Se já tivesse dormindo, talvez não escutasse o pedido de socorro do meu nenê de rabo.  
E triste cena quando cheguei ao quintal, o Fredynho todo amarelo dos espinhos, fedendo a estivador sem desodorante, aliás este é o cheiro que ficou por lá, sangrando gengiva afora e com um olhar tão desesperado que quase morri do coração!
Pegamos o alicate e tentamos tirar os piores, perto dos olhos e focinho, mas quando abrimos a boca, outro susto. E lá foi o maridão, sozinho, Serra abaixo, a procura de um hospital canino e eu peguei o cabo do rodo mais um guarda-chuva imenso que tem cabo de madeira, para me defender, caso o invasor resolvesse me atacar também e fui dar uma geral no quintal, para me certificar de que o inimigo se foi...
Ele acabou de me ligar!
Anestesiaram o Fredy e tiraram espinhos do céu da boca, garganta e focinho, tadinho...E tadinho de nós também, a conta mais pareceu um final de semana num Spa, mas ele merece, afinal ficou assim para nos defender, pois essa é a maior característica dele: não deixa uma mosquinha sequer chegar perto de nós e da nossa casa.
É que morar no meio do mato tem suas vantagens maravilhosas, mas temos também que aprender a conviver com uma fauna totalmente inusitada: aranhas, minhocas, sapos, escorpiões, lacraias, moscas, mosquitos, gambás, raposinhas, macacos, pássaros diversos e agora porco-espinho, última novidade no meu quintal.  
E quando ele chegar daqui a pouco, vou enchê-lo de carinhos, beijos e finalmente dormir, certa de uma coisa, não troco esta vida por nada!
PS - isso vale pro marido também, que sem ele, eu não seria tão feliz.



Este boxer da foto não é o Fredy, mas é igualzinho. Outro pobre coitado que também passou por maus bocados. Achei a foto agora na internet, na ânsia de saber o perigo que ele passou.

28 de outubro de 2009

Eu e minha língua, parte II: por que é que sou assim??!??!!?

Ai, eu não me aguento! Me segurei hoje o dia inteiro para não escrever bobagens, conversar com o marido, contar primeiro o que fiz, ver a cara dele de espanto (ele ainda se espanta comigo) e é claro, ouvir algum conselho de alguém que, sem dúvida, pensa muito mais do que eu antes de falar e agir.
Seguia feliz e calmamente para o laboratório hoje de manhã, (calmamente é um pouco de exagero, pois estava mesmo é p. de não fazer o exame onde sempre fazia, o laboratório se descredenciou do meu convênio, mas isso é outra história), para o meu check-up rotineiro, quando "estacionada" no trânsito da avenida de acesso ao local, vi na calçada ao meu lado 4 moçoilas daquele gênero religioso que acham que sempre tem razão.
Até aí tudo bem, quero deixar claro que sou multireligiosa, apelo pro santo que me ajudar primeiro, aliás, futebol, religião e sexo são 3 coisas que não discuto: cada um sofre/torce por quem quer, acredita no que lhe convier e se deita com quem quiser... 
Estacionei o carro, fiz a ficha e fiquei sentadinha no meu canto, olhando a senha, o painel, quando de repente olho pro café e quem eu vejo? Aquele quarteto que sei lá porque me chamou a atenção.
E minha percepção não estava enganada!
Cena 1: elas estavam colocando na bolsa aqueles singelos pacotinhos de bolacha que recebemos ao final do exame, para ajudar a engrossar o café.
Cena 2: uma delas, a líder, num movimento impetuoso sequestrou o jornal e puft, jogou sacola adentro, para fazer companhia as bolachas.
Cena 3: eu dei um pulo da cadeira e fui atrás!!! Sei lá porque, mas fico indignada com certas coisas e cara-de-pau é uma delas.
Passei na recepção e perguntei ao guarda: aquelas moças trabalham aqui?
O que??? Não??? Pega, pega, elas roubaram o jornal!!!!!
E elas correram prá fora e eu corri foi é prá dentro.
O rapaz ainda tentou sair atrás, mas a fila na entrada o impediu de maiores atitudes.
E eu arrumei minhas madeixas loiras, mais lisas e platinadas do que nunca (ontem estive na Odete fazendo "luzes" e "milkshake platinado") e voltei ao saguão, corada, estupefada, indignada e sendo olhada como um ET, só porque achei o fim aquelas lá agirem daquele modo e não consegui me calar diante de uma falta de modos, educação ou seja lá o que for. Porque quem rouba um jornal, amanhã pode também te aplicar um golpe, roubar sua bolsa, sua casa, seu marido...como se calar, se manter alheia?  
Entre os conselhos do meu marido, o de sempre: "cuidado, uma hora você leva um cascudo de alguém".
E quanto as moçoilas, penso que quem muito ora é porque tem mesmo muito pecado a ser perdoado. Tomara que toda essa oração sirva para que elas percebam o feio que fizeram, vestidas de santas e com alma de pecadoras!!

16 de outubro de 2009

"A língua é o chicote do rabo"

Vai dando sexta-feira e eu vou ficando ansiosa para escrever umas bobagenzinhas para vocês!!

Para minha surpresa, tenho muitos leitores, por vezes até recebo e-mails comentando o que postei. Isso para mim é uma alegria, pois eu não esperava que alguém se interessasse semanalmente por aquilo que passa na minha cabeça (e não é piolho - há há há)!!!

A vida para mim se tornou algo muito simples de uns tempos para cá...Para mim, o eixo central se tornou a minha família e quando digo família quero dizer meu marido e meu filho, pois quando a gente se casa, continuamos amando a todos, mas aquela antiga família vira "os familiares" e uma nova célula, um novo núcleo é formado.

Quando passei a pensar assim, o dia clareou, a tensão diminuiu, o sono melhorou. Como boa filha, sobrinha, neta, irmã e Taurina, era básico querer cuidar de tudo e manter o bem-estar de todos. Nem as sessões de fisioterapia desentortavam a minha coluna, que arqueava com o peso que eu jogava sobre as minhas costas.


Quando fiquei doente e achei que fosse morrer que nem um peru (na véspera, antes da hora), descobri que precisava tirar sacos e mais sacos de cimento de cima de mim, é claro que precisei de uma britadeira, pois muita coisa já estava consolidada, mas depois desta reforma, nunca mais tomei um Dorflex.

Hoje pouca coisa me tira o sono, pois o que antes era muito importante, hoje é nem tanto, só não consegui perder ainda a mania de limpeza, mas também nem sei se quero, gosto de ser assim, sou mais feliz quando tudo cheira a Veja Floral.

Sempre gostei de observar as pessoas. Aliás, me prendo facilmente a um papo.

Acho mesmo que a minha numeróloga (tenho uma, se alguém quiser fazer o mapa, eu indico, é fantástico) tem razão. Este ano entrei no ano pessoal 1 e coincidentemente ou não, criei meus dois blogs, fui convidada a fazer uma palestra sobre Feng Shui, comecei a estudar piano e segundo ela, vou ficar famosa.

Acho que é porque gosto de ouvir as histórias dos outros, assim como gosto de escrever sobre as minhas. Entre um ahan e outro, que sempre faço quando alguém me conta um "causo", sinto um interesse sincero em saber porque aquela pessoa é assim.
Aliás, hoje na porta da escola aprofundei um pouco mais o relacionamento que tenho com um senhor que busca a neta todos os dias. Nossos papos não duram mais que 3 minutos, é o tempo do portão abrir e nem sempre chegamos juntos. Mas já tracei o livro da vida dele.

Ele contou coisas boas, coisas tristes, suas conclusões. Hoje ele cuida da esposa que tem Alzheimer e encara a vida de uma maneira tão simples que chega a irritar.

Ele é Budista e este foi o ponto de intersecção entre nós. Ele também acredita como eu que "todo Que tem um Porque".

E é este outro olhar que me inspira, a visão do outro sobre a vida, é a minha língua que não pára, meus dedos que digitam meus pensamentos e a vontade que tenho de falar e falar.

De manhã estava lendo e vi uma frase interessante: "a língua é o chicote do rabo". E percebi que assim sou eu, açoitada pelas minhas palavras, por essa linha direta entre meu cérebro e minha língua, sem filtro, que encontrou na escrita uma maneira de dominar os pensamentos e traduzi-los em textos, que felizmente encontra pessoas como vocês para ler.

E como fazem os adeptos da Seicho-No-Ie, que frequentei muitos anos com minha mãe, só tenho a agradecer: muito obrigada, muito obrigada, muito obrigada.

2 de outubro de 2009

Cansei de ser boazinha, agora eu quero é ser chata!

Hoje foi um dia daqueles e olha que meus dias são calminhos, por vezes cor-de-rosa e lilás (estou como as mães de bebês meninas atualmente, preferindo o lilás ao rosa).
Aliás minha indignação começou na 3a feira, quando liguei no 0800 do fabricante da minha nova lavadora de louça e fui tratada com desdém e pouco caso.
Fiquei quase 13 anos com uma Enxuta, que ganhei de um ex-chefe querido quando me casei. Não era lá grande coisa e mesmo assim, só foi depois de uns 5 anos de uso diário que ela começou a querer se aposentar e ainda seguiu firme e forte por mais 7 anos, sobrevivendo com os remendos que o meu técnico fazia desde que a coitada saiu de linha e não havia mais peças para repor...
E então, operada várias vezes, ela veio a pifar de vez em julho, sem nenhum risco ou ferrugem.
Logo veio uma nova, linda, inox, top de linha. Pensei: se for que nem a outra, só terei que trocar nas Bodas de Prata.
Ledo engano! E após 2 meses percebi que as pontas dos divisores de pratos e copos dos cestos foram ficando amarelas, laranjas e por fim, se soltaram, mostrando todo o ferrugem.
Munida da nota fiscal, manual e paciência, contei à atendente o meu problema, certa de que por estar no início da garantia, imediatamente enviariam um técnico com os cestos para a troca.
Mas não, passei por um interrogatório quase que policial, explicando detalhadamente como eu procedia com ela, para ouvir no final, que eu era a única que tinha reclamado disso até agora neste lote de máquinas e que talvez o problema fosse que eu estava "agredindo" a máquina com mau uso!!
E cá estou eu, esperando o parecer do fabricante que, não autorizou a Autorizada vir aqui em casa já com as peças, mas mandou um técnico de outra cidade, porque o posto que atende a Serra fica a no mínimo uns 30 km daqui, ver se eu usava o sabão indicado por eles (SIM), se a instalação estava correta (SIM), até do paninho que coloco em cima dela para não grudar gordura e poeira ele falou...revirou, mexeu e mandou eu esperar que o relatório dele chegue na fábrica e a mesma diga: a cliente está com a razão ou não, pois estou perdendo a fé nestas instituições.
Daí, passei a manhã esperando o jardineiro chegar e para minha surpresa, ele foi abdusido por uma vizinha, daquelas que ficam te rondando, perguntando se a sua faxineira é boa, se o jardineiro é fiel e depois "crau" ou "creu", marcam um servicinho com eles bem no dia da sua casa, porque afinal, a "D. Patricia é boazinha" e não vai nem ligar...
Não!!! Não quero mais ser boazinha, quero agora que falem a "D. Patricia é uma chata" ou chatona se ficar melhor, assim parece que fica mais fácil exigir nossos direitos, impor respeito ao próximo, viver melhor nessa nossa sociedade por vezes tão esquisita.
E para passar a raiva, acho que vou rastelar a grama, recolher o cocô do Fredy e olhar este mundão verde que vejo da minha janela...Verde acalma????

17 de agosto de 2009

Servir bem para servir sempre

Trago um certo saudosismo comigo. Não é bem saudade de alguma coisa que eu não sei o que é e sim boas recordações de épocas ou fatos que marcaram minha vida.
Outro dia entrei numa padaria para comprar pão francês, fato raro, pois aqui na Serra só comemos pão de forma e estranhei ler no pacote: "SERVIR BEM PARA SERVIR SEMPRE".
Achei uma graça, fazia tempo que não via esta frase estampada num saquinho de pão. Acho até que muitas padarias nem usam mais, mas era uma tradição entre os meus patrícios quando eu era pequena.
Os tempos são outros, há contenção de despesas, hoje as padarias tem Gerentes e dificilmente vemos um Manoel ou Joaquim atrás do balcão, preocupados em servir bem.
Hoje padaria fina é Empório ou Casa de Pão e nem se chama mais "Flor do Bairro". Porque eu conheci várias com este nome. Um bairro que se prezasse tinha seu nome estampado na Flor da padaria.
Quando eu era pequena, padaria também vendia pizza. Não havia um "disque pizza - delivery", com uma portinha em cada esquina. Muito menos motoboy!
Minha avó paterna, como boa italiana, fazia a massa em casa, que eu ajudava a cobrir com molho de tomate natural e mussarela. Nem sonhávamos com todas estas centenas de recheios que temos agora. E se ela não fazia a massa, íamos a pé até a padaria para comprar uma. Simples, como a pizza que comprávamos.
Era comum eu aproveitar a viagem e pedir um GLUT. Ah, que saudade do GLUT! Vinha numa caixinha triangular, nos sabores morango, chocolate e caramelo.
Então padaria para mim era sinônimo de GLUT e pizza, o pão mesmo não fazia diferença.
E daí o Glut sumiu das prateleiras, não sei o que aconteceu. Ficamos orfãos, pois assim como eu, havia uma legião de crianças loucas por este leitinho gostoso.
Foi assim, de repente, sem despedida ou preparo emocional, que ele saiu da minha vida, para sempre.
Mamãe então para me consolar inventou o leitinho com groselha, diria que um primo distante do GLUT, mas tão bom quanto, que nunca pode faltar na minha geladeira. E tem que ser da vitaminada, (lembram da musiquinha? Groselha vi-ta-mi-na-da Milani...), pois os outros xaropes de groselha tem é gosto de remédio.

9 de agosto de 2009

SONHOS

Já dizia alguém, que quem não sonha está enterrado vivo.

Eu tinha 3 sonhos nesta vida, sem falar é claro daqueles basiquinhos que quase todo mundo tem: viver um grande amor, casar, ter filhos e cachorrinhos.
O primeiro deles era conhecer a Disney! E como adoro aquele lugar, todo mundo pelo menos uma vez na vida deveria ir até lá.

O segundo era ser backing vocal, aquela mocinha que fica no fundo do palco fazendo "uuhhh lá lá lá..." dançando e fazendo caras e bocas. Pois é, eu não queria ser cantora, queria mesmo era ser tipo a Thelma Houston ou Donna Summer e ficar fazendo coro para deixar a canção mais bonitinha, no melhor estilo anos 70. Mas Deus me deu uma voz fininha, quase taquara rajada, então desisti.

Eu era tão fissurada nesta idéia, que mesmo tendo nascido em 72 e nunca ter pisado numa danceteria antes dos meus 14 anos, que foi em 86, era fã do The Trammps (do Disco Inferno), Bee Gees, John Travolta, KC and Sunshine Band e todos mais que fizeram aquela geração chacoalhar o esqueleto com muitos passinhos ensaiados semanas a fio.

Aliás, eu mesma era uma que ouvia a rádio Cidade, gravava fitas com as "mais mais" e ficava ensaindo na frente do espelho com as amigas, a tarde, após voltar do colégio.

Época boa, íamos nas domingueiras do Acre Clube e no California Dreams que sempre encerrava a sessão com o "Garota eu vou prá Califórnia..."

É por isso que toda a trilha sonora deste meu blog é Disco com uma misturada de Bon Jovi e outras coisinhas mais. É que na minha vida tudo é assim, tem trilha musical. Tenho uma memória de elefante e quer ver eu lembrar de um fato, bobagem ou não, é descobrir a música que tocava naquele momento.

Dou uma atenção especial mesmo a era Disco. Ai como eu A-D-O-R-O. Sempre brinco que se fosse homem, queria ser uma Drag, daquelas super montadas, que nem a "Priscila, Rainha do Deserto". E o ABBA, o Tavares? E não estou falando do personagem Tavares, o que chamava a mulher de Biscoito, não. É o Tavares que popularizou a música "More than a woman" do Bee Gees no filme "Embalos de Sábado a noite"...

Eu fui a todos os Túneis do Tempo da Overnight, os que meu pai permitiu ir e os que ele não permitiu também. Bendita hora que entrei na faculdade em 90, ainda não tinha 18, mas ser universitária abriu muitas portas para mim, o que fez papai deixar eu virar a noite dançando até a danceteria fechar às 5h00 da manhã.

O terceiro sonho era aprender um instrumento. Sempre achei que isso fez falta na minha vida, sempre fui dos números, da matemática, tão exata, e ao mesmo tempo pensava "como uma pessoa tão musical que nem eu, não sabe tocar nem um Dó?"

Problema resolvido, antes tarde do que nunca, nesta semana começarei minhas aulas de piano, com uma professora particular.

E o quarto sonho, porque na verdade descobri agora que são 4 e não 3, ah, este depende só do maridão: é me casar de véu e grinalda, aqui na capelinha da Serra, coisa fofa, toda de tijolinhos, e dar uma festa para nossos super amigos, regada a anos 70 e 80, contratar um DJ e dançar até cair do salto!

Entrar na igreja de braços dados com meu filhão, numa tarde ensolarada de dezembro e após as bençãos do padre comemorar entre pessoas queridas esta alegria que já dura 13 anos.

"So don't leave me this way...

...oh baby, my heart is full of love and desire for you..." (música 14 da minha lista)


(foto: arquivo pessoal)